Quem vai liderar no 1º turno?
Probabilidade de liderar o 1º turno
Lula
99.4%
39.7% votos [37.2, 42.1]
Flávio Bolsonaro
0.6%
33.0% votos [28.3, 37.6]
Caiado
0.0%
4.3% votos [3.7, 5.0]
Romeu Zema
0.0%
3.3% votos [2.7, 3.9]
Tarcísio
0.0%
13.8% votos [5.8, 21.8]
Ratinho Júnior
0.0%
7.1% votos [5.7, 8.5]
Probabilidade de ser o mais votado no 1º turno. No sistema eleitoral brasileiro, se nenhum candidato ultrapassar 50% dos votos válidos, os dois primeiros disputam um 2º turno — portanto, liderar o 1º turno não garante a vitória.
Trajetória de Previsão
Linha sólida = dados históricos + previsão. Área colorida = intervalo de confiança 95%.
Comparação de Modelos
| Modelo | Status | RMSE | Peso | Peso Norm. |
|---|---|---|---|---|
| ARIMA | ok | 4.275 | 0.234 | 4.9% |
| Bayesian | ok | — | 4.455 | 93.6% |
| Dynamic Regression | ok | 14.113 | 0.071 | 1.5% |
Previsão por Candidato
| Candidato | Previsão | IC 80% | IC 95% | Modelos | P(Vitória) |
|---|---|---|---|---|---|
Lula | 39.7% | [38.1, 41.3] | [37.2, 42.1] | 3 | 99.4% |
Flávio Bolsonaro | 33.0% | [29.9, 36.0] | [28.3, 37.6] | 2 | 0.6% |
Caiado | 4.3% | [3.9, 4.8] | [3.7, 5.0] | 2 | 0.0% |
Romeu Zema | 3.3% | [2.9, 3.7] | [2.7, 3.9] | 2 | 0.0% |
Tarcísio | 13.8% | [8.6, 19.1] | [5.8, 21.8] | 2 | 0.0% |
Ratinho Júnior | 7.1% | [6.2, 8.0] | [5.7, 8.5] | 2 | 0.0% |
Testes de Significância
| Teste | Variável | Estatística | p-valor | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| ADF (Estacionaridade) | Pesquisas (Lula) | -4.403 | 0.0003 * | Estacionária |
| ADF (Estacionaridade) | ipca_12m | -1.692 | 0.4351 | Não-estacionária |
| Granger Causalidade | ipca_12m → Pesquisas | 4.776 | 0.0464 * | Significativo |
| ADF (Estacionaridade) | unemployment | -36.447 | 0.0000 * | Estacionária |
| Granger Causalidade | unemployment → Pesquisas | 2.470 | 0.1547 | Não significativo |
| ADF (Estacionaridade) | consumer_confidence | -1.989 | 0.2915 | Não-estacionária |
| Granger Causalidade | consumer_confidence → Pesquisas | 0.499 | 0.4926 | Não significativo |
| ADF (Estacionaridade) | selic | -17.953 | 0.0000 * | Estacionária |
| Granger Causalidade | selic → Pesquisas | 0.000 | 0.9853 | Não significativo |
Conclusão: Por que Lula lidera as pesquisas?
O modelo econômico é estatisticamente significativo?
Marginalmente. O teste de razão de verossimilhança (LR = 7.76, p = 0.0512) fica no limiar da significância convencional — significativo a 10% mas não a 5%. Isso sugere que há uma relação entre economia e reeleição, embora a evidência não seja conclusiva com a amostra disponível de 34 eleições.
Entre as variáveis individuais, o crescimento do PIB é o preditor mais forte (p = 0.079), consistente com a teoria econômica do voto: eleitores tendem a recompensar incumbentes que presidem sobre crescimento econômico. A inflação tem o sinal esperado (negativo), mas não atinge significância estatística (p = 0.298), possivelmente devido à variância alta entre países com históricos inflacionários distintos.
A Teoria do Voto Econômico (Lewis-Beck & Stegmaier) postula que eleitores recompensam incumbentes quando a economia vai bem e os punem quando vai mal. Usando dados de 34 eleições em 9 países latino-americanos, nosso modelo de painel identifica os indicadores econômicos atuais do Brasil como fortemente favoráveis ao incumbente.
Indicadores atuais vs média histórica
Na literatura, crescimento econômico é consistentemente o preditor mais forte de reeleição na América Latina.
Inflação controlada remove um dos principais motivos de punição eleitoral pelo votante.
O menor entre todos os 34 casos do painel.
A combinação dos três indicadores posiciona Lula no quadrante mais favorável do modelo — alto crescimento, baixa inflação e baixo desemprego. Historicamente, nenhum incumbente latino-americano com este perfil econômico perdeu a reeleição na amostra analisada. Isso é consistente com a liderança observada nas pesquisas de primeiro turno: a economia não é o único fator, mas quando todos os indicadores apontam na mesma direção, a vantagem do incumbente tende a ser robusta.
Ressalva: este modelo captura apenas a dimensão econômica. Fatores como saúde do candidato, alianças partidárias, desempenho em debates, fragmentação da oposição e eventos imprevistos podem alterar significativamente o cenário até outubro de 2026.